sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Liturgia Diária - Evangelho, Salmo e Santo do dia

Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor! . Sl 118 (119)

Ano B – Dia: 23/11/2012
Sl 118 (119),14. 24. 72. 103. 111. 131 (R. 103a)
R. Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
14 Seguindo vossa lei me rejubilo
muito mais do que em todas as riquezas.
R. Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
24 Minha alegria é a vossa Aliança,
meus conselheiros são os vossos mandamentos.
R. Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
72 A lei de vossa boca, para mim,
vale mais do que milhões em ouro e prata.
R. Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
103 Como é doce ao paladar vossa palavra,
muito mais doce do que o mel na minha boca!
R. Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
111Vossa palavra é minha herança para sempre,
porque ela é que me alegra o coração!
R. Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
131 Abro a boca e aspiro largamente,
pois estou ávido de vossos mandamentos.
R. Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espirito santo, como era no principio, agora e sempre . Amém!
Leitura do Livro do Apocalipse de São João . (10,8-11)

Ano B – Dia: 23/11/2012
1ª Leitura – Ap 10,8-11
Peguei o livrinho e comi-o.
Leitura do Livro do Apocalipse de São João 10,8-11

8Aquela mesma voz do céu,
que eu, João, já tinha ouvido,
tornou a falar comigo:
‘Vai. Pega o livrinho aberto da mão do anjo
que está de pé sobre o mar e a terra.’

9Eu fui até ao anjo
e pedi que me entregasse o livrinho.
Ele me falou: ‘Pega e come.
Será amargo no estômago,
mas na tua boca, será doce como mel’.

10Peguei da mão do anjo o livrinho e comi-o.
Na boca era doce como mel,
mas quando o engoli,
meu estômago tornou-se amargo.

11Então ele me disse:
‘Deves profetizar ainda
contra outros povos e nações, línguas e reis’.

Palavra do Senhor.

O Templo é casa de Oração – Lc 19,45-48

 

Ano B – Dia: 23/11/2012
Fizestes da casa de Deus um antro de ladrões.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 19,45-48
 
45 Jesus entrou no Templo
e começou a expulsar os vendedores.

46 E disse: ‘Está escrito:
‘Minha casa será casa de oração’.
No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões.’

47 Jesus ensinava todos os dias no Templo.
Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo
procuravam modo de matá-lo.

48 Mas não sabiam o que fazer,
porque o povo todo ficava fascinado
quando ouvia Jesus falar.

Palavra da Salvação.

São Clemente I


 23 de novembro

Clemente foi o quarto papa da Igreja de Roma, ainda no século I. Vivia em Roma e foi contemporâneo de são João Evangelista, são Filipe e são Paulo; de Filipe era um dos colaboradores e do último, um discípulo. Paulo até citou-o em seus escritos. A antiga tradição cristã apresenta-o como filho do senador Faustino, da família Flávia, parente do imperador Domiciano. Mas foi o próprio Clemente que registrou sua história ao assumir o comando da Igreja, sabendo do perigo que o cargo representava para sua vida. Pois era uma época de muitas perseguições aos seguidores de Cristo.

Governou a Igreja por longo período, de 88 a 97, quando levou avante a evangelização firmemente centrada nos princípios da doutrina. Enfrentou as divisões internas que ocorriam. Foi considerado o autor da célebre carta anônima enviada aos coríntios, que não seguiam as orientações de Roma e pretendiam desligar-se do comando único da Igreja. Através da carta, Clemente I animou-os a perseverarem na fé e na caridade ensinada por Cristo, e participarem da união com a Igreja.

Restabeleceu o uso do crisma, seguindo a tradição de são Pedro, e instituiu o uso da expressão “amém” nos ritos religiosos. Com sua atuação séria e exemplar, converteu até Domitila, irmã do imperador Domiciano, também seu parente, fato que ajudou muito para amenizar a sangrenta perseguição aos cristãos. Graças a Domitila, muitos deixaram de sofrer ou, pelo menos, tiveram nela uma fonte de conforto e solidariedade.

Clemente I expandiu muito o cristianismo, assustando e preocupando o então imperador Nerva, que o exilou na Criméia. A essa altura, assumiu, como papa, Evaristo. Enquanto nas terras do exílio, Clemente I encontrou mais milhares de cristãos condenados aos trabalhos forçados nas minas de pedra. Passou a encorajá-los a perseverarem na fé e converteu muitos outros pagãos.

A notícia chegou ao novo imperador Trajano, que, irritado, primeiro ordenou que ele prestasse sacrifício aos deuses. Depois, como recebeu a recusa, mandou jogá-lo no mar Negro com uma âncora amarrada no pescoço. Tudo aconteceu no dia 23 de novembro do ano 101, como consta do Martirológio Romano.

O corpo do santo papa Clemente I, no ano 869, foi levado para Roma pelos irmãos missionários Cirilo e Metódio, também venerados pela Igreja, e entregue ao papa Adriano II. Em seguida, numa comovente solenidade, foi conduzido para o definitivo sepultamento na igreja dedicada a ele. Na cidade de Collelungo, nas ruínas da propriedade de Faustino, seu pai, foi construída uma igreja dedicada a são Clemente I. A sua celebração ocorre no dia da sua morte.

São Clemente I, rogai por nós!

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