domingo, 3 de junho de 2012

Liturgia Diária - Evangelho, Salmo e Santo do dia

Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança. Sl 32

Ano B – Dia: 03/06/2012
R. Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança.
4Reta é a palavra do Senhor,
e tudo o que ele faz merece fé.
5Deus ama o direito e a justiça,
transborda em toda a terra a sua graça.

R. Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança.

6A palavra do Senhor criou os céus,
e o sopro de seus lábios, as estrelas.
9Ele falou e toda a terra foi criada,
ele ordenou e as coisas todas existiram.

R. Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança.

18Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem,
e que confiam esperando em seu amor,
19para da morte libertar as suas vidas
e alimentá-los quando é tempo de penúria.

R. Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança.

20No Senhor nós esperamos confiantes,
porque ele é nosso auxílio e proteção!
22Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,
da mesma forma que em vós nós esperamos!

R. Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espirito Santo, como era no principio, agora e sempre . Amém!



Jesus aparece aos onze discípulos . Mt 28,16-20


Ano B – Dia: 03/06/2012
Toda a autoridade me foi dada
no céu e sobre a terra.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 28,16-20
 
16Os onze discípulos foram para a Galiléia,
ao monte que Jesus lhes tinha indicado.

17Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele.
Ainda assim alguns duvidaram.

18Então Jesus aproximou-se e falou:
‘Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra.

19Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos,
batizando-os em nome do Pai
e do Filho e do Espírito Santo,

20e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!
Eis que eu estarei convosco todos os dias,
até ao fim do mundo’.

Palavra da Salvação.



Leitura do Livro do Deuteronômio . (4,32-34.39-40)

Ano B – Dia: 03/06/2012
O Senhor é o Deus lá em cima no céu
e cá embaixo na terra, e não há outro além dele.
Leitura do Livro do Deuteronômio 4,32-34.39-40

Moisés falou ao povo dizendo:

32Interroga os tempos antigos que te precederam,
desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra,
e investiga de um extremo ao outro dos céus,
se houve jamais um acontecimento tão grande,
ou se ouviu algo semelhante.

33Existe, porventura, algum povo
que tenha ouvido a voz de Deus
falando-lhe do meio do fogo, como tu ouviste,
e tenha permanecido vivo?

34Ou terá jamais algum Deus vindo escolher para si
um povo entre as nações,
por meio de provações, de sinais e prodígios,
por meio de combates, com mão forte e braço estendido,
e por meio de grandes terrores,
como tudo o que por ti o Senhor vosso Deus fez no
Egito, diante de teus próprios olhos?

39Reconhece, pois, hoje, e grava-o em teu coração,
que o Senhor é o Deus lá em cima do céu
e cá embaixo na terra,
e que não há outro além dele.

40Guarda suas leis e seus mandamentos
que hoje te prescrevo, para que sejas feliz,
tu e teus filhos depois de ti,
e vivas longos dias sobre a terra
que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre.

Palavra do Senhor.



Santos Carlos Lwanga e companheiros 


3 de junho

O povo africano talvez tenha sido o último a receber a evangelização cristã, mas já possui seus mártires homenageados na história da Igreja Católica. O continente só foi aberto aos europeus depois da metade do século XIX. Antes disso, as relações entre as culturas davam-se de forma violenta, principalmente por meio do comércio de escravos. Portanto, não é de estranhar que os primeiros missionários encontrassem, ali, enorme oposição, que lhes custava, muitas vezes, as próprias vidas.

A pregação começou por Uganda, em 1879, onde conseguiu chegar a “Padres Brancos”, congregação fundada pelo cardeal Lavigérie. Posteriormente, somaram-se a eles os padres combonianos. A maior dificuldade era mostrar a diferença entre missionários e colonizadores. Aos poucos, com paciência, muitos nativos africanos foram catequizados, até mesmo pajens da corte do rei. Isso lhes causou a morte, quase sete anos depois de iniciados os trabalhos missionários, quando um novo rei assumiu o trono em 1886.

O rei Muanga decidiu acabar com a presença cristã em Uganda. Um pajem de dezessete anos chamado Dionísio foi apanhado pelo rei ensinando religião. De próprio punho Muanga atravessou seu peito com uma lança, deixou-o agonizando por toda uma noite e só permitiu sua decapitação na manhã seguinte. Usou o exemplo para avisar que mandaria matar todos os que rezavam, isto é, os cristãos.

Compreendendo a gravidade da situação, o chefe dos pajens, Carlos Lwanga, reuniu todos eles e fez com que rezassem juntos, batizou os que ainda não haviam recebido o batismo e prepararam-se para um final trágico. Nenhum desses jovens, cuja idade não passava de vinte anos, alguns com até treze anos de idade, arredou pé de suas convicções e foram todos encarcerados na prisão em Namugongo, a setenta quilômetros da capital, Kampala. No dia seguinte, os vinte e dois foram condenados à morte e cruelmente executados.

Era o dia 3 de junho de 1886, e para tentar não fazer tantos mártires, que poderiam atrair mais conversões, o rei mandou que Carlos Lwanga morresse primeiro, queimado vivo, dando a chance de que os demais evitassem a morte renegando sua fé. De nada adiantou e os demais cristãos também foram mortos, sob torturas brutais, com alguns sendo queimados vivos.

Os vinte e dois mártires de Uganda foram beatificados em 1920. Carlos Lwanga foi declarado “Padroeiro da Juventude Africana” em 1934. Trinta anos depois, o papa Paulo VI canonizou esse grupo de mártires. O mesmo pontífice, em 1969, consagrou o altar do grandioso santuário construído no local onde fora a prisão em Namugongo, na qual os vinte e um pagens, dirigidos por Carlos Lwanga, rezavam aguardando a hora de testemunhar a fé em Cristo.

Santos Carlos Lwanga e companheiros, rogai por nós!

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