sexta-feira, 22 de junho de 2012

Liturgia Diária - Evangelho, Salmo e Santo do dia

São Tomás More


22 de junho

Tomás More nasceu em Chelsea, Londres, na Inglaterra, no ano de 1478. Seus pais eram cristãos e educaram os filhos no seguimento de Cristo. Aos treze anos de idade, ele foi trabalhar como mensageiro do arcebispo de Canterbury, que, percebendo a sua brilhante inteligência, o enviou para a Universidade de Oxford. Seu pai, que era um juiz, mandava apenas o dinheiro indispensável para seus gastos.

Aos vinte e dois anos, já era doutor em direto e um brilhante professor. Como não tinha dinheiro, sua diversão era escrever e ler bons livros. Além de intelectual brilhante, tinha uma personalidade muito simpática, um excelente bom humor e uma devoção cristã arrebatadora. Chegou a pensar em ser um religioso, vivendo por quatro anos num mosteiro, mas desistiu. Tentou tornar-se um franciscano, mas sentiu que não era o seu caminho. Então, decidiu pela vocação do matrimônio. Casou-se, teve quatro filhos, foi um excelente esposo e pai, carinhoso e presente. Mas sua vocação ia além, estava na política e literatura.

Contudo Tomás nunca se afastou dos pobres e necessitados, os quais visitava para melhor atender suas reais necessidades. Sua casa sempre estava repleta de intelectuais e pessoas humildes, preferindo a estes mais que aos ricos, evitando a vida sofisticada e mundana da corte. Sua esposa e seus filhos o amavam e admiravam, pelo caráter e pelo bom humor, que era constante em qualquer situação. A sua contribuição para a literatura universal foi importante e relevante. Escreveu obras famosas, como: “O diálogo do conforto contra as tribulações”, um dos mais tradicionais e respeitados livros da literatura britânica. Outros livros famosos são “Utopia” e “Oração para o bom humor”.

Em 1529, Tomás More era o chanceler do Parlamento da Inglaterra e o rei, Henrique VIII.
No ano seguinte, o rei tentou desfazer seu legítimo matrimônio com a rainha Catarina de Aragão, para unir-se em novo enlace com a cortesã Ana Bolena. Houve uma longa controvérsia a respeito, envolvendo a Igreja, a Inglaterra e boa parte do mundo, que acabou numa grande tragédia. Henrique VIII casou com Ana, contrariando todas as leis da Igreja que se baseiam no Evangelho, que reconhece a indissolubilidade do matrimônio. Para isso usou o Parlamento inglês, que se curvou e publicou o Ato de Supremacia, que proclamava o rei e seus sucessores como chefes temporais da Igreja da Inglaterra.

A seguir, o rei mandou prender e matar seus opositores. Entre eles estavam o chanceler Tomás More e o bispo católico João Fisher, as figuras mais influentes da corte. Os dois foram decapitados: o primeiro foi João, em 22 de junho de 1535, e duas semanas depois foi a vez de Tomás, que não aceitou o pedido de sua família para renegar a religião católica, sua fé e, ainda, fugir da Inglaterra.

Ambos foram mártires na Inglaterra, os quais, com o testemunho cristão, combateram a favor da unidade da Igreja Católica Apostólica Romana, num tempo de violência e paixão. Suas lembranças continuam vivas em verso e prosa, nos teatros e nos cinemas. Seus exemplos são reverenciados pela Igreja, pois eles foram canonizados na mesma cerimônia pelo papa Pio XI, em 1935, que indicou o dia 22 de junho para a festa de ambos.

São Tomás More deixou registrada a sua irreverência àquela farsa real por meio da declaração pública que pronunciou antes de morrer: “Sedes minhas testemunhas de que eu morro na fé e pela fé da Igreja de Roma e morro fiel servidor de Deus e do rei, mas primeiro de Deus. Rogai a Deus a fim de que ilumine o rei e o aconselhe”. O papa João Paulo II, no ano 2000, declarou são Tomás More Padroeiro dos Políticos.

São Tomás More, rogai por nós!

 
Leitura do Segundo Livro dos Reis . (11,1-4.9-18.20)

Ano B – Dia: 22/06/2012
Ungiram Joás e aclamaram: ‘Viva o rei!’
Leitura do Segundo Livro dos Reis 11,1-4.9-18.20

1Quando Atalia, mãe de Ocozias,
soube que o filho estava morto,
pôs-se a exterminar toda a família real.

2Mas Josaba, filha do rei Jorão e irmã de Ocozias,
raptou o filho dele, Joás, do meio dos filhos do rei,
que iriam ser massacrados,
e colocou-o, com sua ama, no quarto de dormir.
Assim, escondeu-o de Atalia e ele não foi morto.

3E ele ficou seis anos com ela,
escondido no templo do Senhor,
enquanto Atalia reinava no país.

4No sétimo ano,
Joiada mandou chamar os centuriões
dos quereteus e da escolta,
e introduziu-os consigo no templo do Senhor.
Fez com eles um contrato,
mandou que prestassem juramento no templo do Senhor
e mostrou-lhes o filho do rei.

9Os centuriões fizeram tudo
o que o sacerdote Joiada lhes tinha ordenado.
Cada um reuniu seus homens,
tanto os que entravam de serviço no sábado,
como os que saíam.
Vieram para junto do sacerdote Joiada,

10e este entregou aos centuriões
as lanças e os escudos de Davi,
que estavam no templo do Senhor.

11Em seguida, os homens da escolta,
de armas na mão, tomaram posição
a partir do lado direito do templo até ao esquerdo,
entre o altar e o templo, em torno do rei.

12Então Joiada apresentou o filho do rei,
cingiu-o com o diadema
e entregou-lhe o documento da Aliança.
E proclamaram-no rei, deram-lhe a unção
e, batendo palmas, aclamaram: ‘Viva o rei!’

13Ouvindo os gritos do povo,
Atália veio em direção da multidão no templo do Senhor.

14Quando viu o rei de pé sobre o estrado,
segundo o costume,
os chefes e os trombeteiros do rei junto dele,
e todo o povo do país
exultando de alegria e tocando as trombetas,
Atália rasgou suas vestes e bradou:
‘Traição! Traição!’

15Então o sacerdote Joiada ordenou aos centuriões
que comandavam a tropa:
‘Levai-a para fora do recinto do templo
e, se alguém a seguir, seja morto à espada’.
Pois o sacerdote havia dito:
‘Não seja morta dentro do templo do Senhor’.

16Agarraram-na e levaram-na aos empurrões
pelo caminho da porta dos Cavalos até ao palácio,
e ali foi morta.

17Em seguida, Joiada fez uma aliança
entre o Senhor, o rei e o povo,
pela qual este se comprometia a ser o povo do Senhor.
Fez também uma aliança entre o rei e o povo.

18Todo o povo do país
dirigiu-se depois ao Templo de Baal e demoliu-o.
Destruíram totalmente os altares e as imagens
e mataram Matã, sacerdote de Baal, diante dos altares.
E o sacerdote Joiada pôs guardas na casa do Senhor.

20Todo o povo do país o festejou
e a cidade manteve-se calma.

Palavra do Senhor.


O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada . Sl 131

Ano B – Dia: 22/06/2012
 ,11. 12. 13-14. 17-18 (R.13)
R. O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.
11 O Senhor fez a Davi um juramento,
uma promessa que jamais renegará:
‘Um herdeiro que é fruto do teu ventre
colocarei sobre o trono em teu lugar!

R. O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.

12 Se teus filhos conservarem minha Aliança
e os preceitos que lhes dei a conhecer,
os filhos deles igualmente hóo de sentar-se
eternamente sobre o trono que te dei!’

R. O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.

13 Pois o Senhor quis para si Jerusalém
e a desejou para que fosse sua morada:
14 ‘Eis o lugar do meu repouso para sempre,
eu fico aqui: este é o lugar que preferi!’

R. O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.

17 ‘De Davi farei brotar um forte Herdeiro,
acenderei ao meu Ungido uma lâmpada.
18 Cobrirei de confusão seus inimigos,
mas sobre ele brilhará minha coroa!’

R. O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espirito Santo, como era no principio, agora e sempre . Amém!

Tesouros no céu . Mt 6,19-23


Ano B – Dia: 22/06/2012
Onde está o teu tesouro,
aí estará também o teu coração.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 6,19-23
Disse Jesus aos seus discípulos:

19Não junteis tesouros aqui na terra,
onde a traça e a ferrugem destroem,
e os ladrões assaltam e roubam.

20Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu,
onde nem a traça e a ferrugem destroem,
nem os ladrões assaltam e roubam.

21Porque, onde está o teu tesouro,
aí estará também o teu coração.

22O olho é a lâmpada do corpo.
Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado.

23Se o teu olho está doente,
todo o teu corpo ficará na escuridão.
Ora, se a luz que existe em ti é escuridão,
como será grande a escuridão.

Palavra da Salvação. 


Pai Nosso . Mt 6,7-15 


Ano B – Dia: 21/06/2012
Vós deveis rezar assim.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 6,7-15
 Disse Jesus aos seus discípulos:

7Quando orardes,
não useis muitas palavras, como fazem os pagãos.
Eles pensam que serão ouvidos
por força das muitas palavras.

8Não sejais como eles,
pois vosso Pai sabe do que precisais,
muito antes que vós o peçais.

9Vós deveis rezar assim:
Pai Nosso que estás nos céus,
santificado seja o teu nome;

10venha o teu Reino;
seja feita a tua vontade,
assim na terra como nos céus.

11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.

12Perdoa as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

13E não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do mal.

14De fato, se vós perdoardes aos homens
as faltas que eles cometeram,
vosso Pai que está nos céus
também vos perdoará.

15Mas, se vós não perdoardes aos homens,
vosso Pai também não perdoará
as faltas que vós cometestes.

Palavra da Salvação.

Fonte: Católico em dia

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